A Frente Parlamentar Pró-Adoção da Assembleia
Legislativa do Rio (Alerj), em parceria com a Comissão de Assuntos da Criança,
Adolescente e Idoso, esteve em Duque de Caxias nesta sexta-feira (25/05), em
mais uma atividade em comemoração pela Semana Estadual da Adoção de Crianças e
Adolescentes 2012. "A Frente Parlamentar Pró-Adoção da Alerj foi uma
frente pioneira no Brasil e impulsionou esse mesmo trabalho em outras
Assembleias, inclusive no Congresso Nacional. É importante que possamos
trabalhar na base e nas comunidades, buscando estabelecer uma cultura
pró-adoção. É fundamental apresentar o tema à sociedade e criar esse debate. O
Brasil precisa melhorar ainda sua legislação sobre adoção. Mas isso só vai
acontecer com a mobilização da população", disse o presidente da Frente,
deputado Sabino (PSC).
No próximo domingo (25/05) a Frente Parlamentar
Pró-Adoção estará em Copacabana para mais uma caminhada em defesa da adoção. A
concentração será na praia, em frente ao Posto 6, às 9h. Presidente da Comissão
da Criança, a deputada Claise Maria Zito (PSD) falou do trabalho pró-adoção no
município da Baixada Fluminense. "Nós criamos um grupo de apoio pró-adoção
aqui em Caxias e queremos levar essa iniciativa para outros municípios. Muitas
pessoas têm vontade de adotar, mas não sabem como ou quais documentos precisam.
Enfim, esse é um grupo de ajuda em todas as etapas", comentou Claise,
antes de acrescentar que é preciso manter o trabalho de conscientização.
"Quando nós falamos de adoção é preciso lembrar que estamos falando de
crianças que vivem em abrigos, crianças que são órfãos do crack, crianças que
precisam de uma família. E é por isso que estamos aqui trabalhando, para conscientizar
a população. São muitas crianças que estão precisando de um lar",
incentivou a parlamentar.
Mesmo com o processo de
conscientização da população em andamento, uma grande barreira impede que a
adoção deixe de ser um tabu para algumas famílias. Esse é o pensamento da
assistente social Luana Julio da Silva, que acredita que o preconceito é o
maior problema. "É necessário que, antes de qualquer contato com a
criança, a família tenha determinado em seu coração a vontade de ajudar ao
próximo e amar aquela criança que está precisando ser adotada. A pessoa tem que
se preocupar com a transformação humana, sem se importar com cor da pele,
deficiências ou qualquer outro problema", disse Luana. "Adotar é um
ato de humanização. A criança no abrigo é invisível. Muitos pais, às vezes,
querem escolher, têm preferências e isso prejudica. É uma experiência muito
boa. É inexplicável. Faz muito bem para o coração", declarou Luana.

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